
A 3ª temporada da série foi anunciada por seu criador Genndy Tartakovsky na CCXP em São Paulo
Eram os anos da pandemia de COVID-19. O presidente do Brasil disse que aquilo era uma gripezinha e todos deveriam ir para às ruas sem susto. O que me conduziu a Primal não foi nenhuma publicidade, nenhuma dica de amigo nerd, nem qualquer opinião embasada de fã de animação para adultos. Penso que foi o instinto que me levou a correr o risco de assistir à série na HBO Max. Mantive um certo senso crítico aceso e fiquei esperando por algum diálogo logo no primeiro episódio. Nada.
Fiquei bastante chocado com a violência. Imagine: um adulto chocado com a violência sugerida por uma animação. Eu havia lido algumas revistas de Conan, o Bárbaro em outros tempos, mas aquela violência de cabeças rolando não me atraía nenhum pouco.
Primal parecia uma adaptação caricatural que misturava o Paleolítico com a Era Mesozoica. Ocorreu que essa “viagem” foi combinando situações e me levando a pensar que todas as eras formavam um mix no tempo presente da série.

Aquele silêncio todo acaba capturando a audiência, que passa a identificar padrões emocionais que sempre fizeram parte daquilo que a ciência denominou homo sapiens sapiens.
Pronto, eis a química — tirando a violência, que não interpreto como “natural” — para atrair audiência e receber premiações. Chega um momento em que estamos torcendo para o herói superar todas as adversidades, inclusive a própria morte. Vale lembrar que esse herói é um homem das cavernas que assistiu à morte de sua companheira (não havia padres ou profetas para realizarem casamentos naqueles tempos) e de seus filhos. A morte nunca foi uma personagem fácil de entender.
Genndy Tartakovsky, criador de Primal, esteve na Comic Con Experience (CCXP), em São Paulo, e anunciou a terceira temporada da série para delírio dos fãs. A cor predominante do cartaz é o verde “Matrix”. O animador russo-americano é criador de séries como O Laboratório de Dexter e Samurai Jack, entre outras. Ele também dirigiu o filme Hotel Transilvânia.
Se duas temporadas de Primal foram suficientes para misturar todas as eras, imagine-se o que está reservado para a terceira. Quem sabe um pesadelo com um futuro tecnológico distópico e cheio de líderes sanguinários. Ops…
Autor: Lecy Sousa
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